10/05/2011

Meu Coração - O Lar de Cristo






"MEU CORAÇÃO, O LAR DE CRISTO" foi, sem dúvida, uma das ilustrações mais belas que já li de todos os tempos. Um texto que nos desafia a refletir nosso comportamento cristão diante do pecado que a cada instante nos assedia.



Sem dúvida uma das mais notáveis doutrinas cristãs é que o próprio Jesus Cristo, através da presença do Espírito Santo, realmente entra no coração para se estabelecer e ali sentir-se em casa. Cristo faz do coração humano a sua habitação.

O nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14:23). Era difícil para eles entenderem o que Jesus estava dizendo. Como seria possível ele fazer a sua morada com eles neste sentido?

É interessante notar que o nosso Senhor usou a mesma palavra nesta passagem que usou em Jo 14:2,3: "Vou preparar-vos lugar para que onde eu estou estejais vós também". O nosso Senhor estava prometendo aos seus discípulos que, assim como ele ia para o céu preparar-lhes um lugar onde um dia lhes daria as boas-vindas, agora os discípulos podiam preparar um lugar para, o Senhor nos seus corações, para que assim ele viesse e, fizesse morada com eles.

Eles não podiam compreender. Como poderia ser isto? Então veio o Pentecostes. O Espirito do Cristo vivo foi dado à igreja e agora então eles compreenderam Deus não habitava no templo de Herodes em Jerusalém. Deus não habitava num templo feito com mãos, mas agora, pelo milagre do Espirito derramado, Deus podia habitar nos corações humanos. O corpo do crente seria o templo do Deus vivo e o coração humano seria o lar de Jesus Cristo. É difícil imaginar um privilégio mais alto do que fazer para Cristo um lar no meu coração, para receber, servir, agradar e ter comunhão com ele ali dentro.

Uma noite, que jamais poderei esquecer, convidei-o a entrar no meu coração. E que entrada ele fez: Não foi uma experiência espetacular ou emotiva, porém muito real. Aconteceu no próprio âmago da minha vida. Ele entrou na escuridão do meu coração e acendeu a luz. Fez uma fogueira na lareira apagada e baniu a frieza. Fez-me ouvir música em substituição ao silêncio e preencheu a vacuidade com sua intima, amorosa e maravilhosa comunhão. Nunca me arrependi de ter aberto a porta para Cristo e nunca hei de me arrepender - nem por toda a eternidade: Este é, evidentemente, o primeiro passo para fazer do coração o lar de Cristo. Ele já disse: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo" (Ap 3:20). Se você está interessado em fazer da sua vida uma habitação do Deus vivo, permita-me encorajá-lo a convidar Cristo ao seu coração e ele certamente o fará.

Depois que Cristo entrou no meu coração, no gozo deste relacionamento recém descoberto, eu lhe disse: "Senhor, quero que este meu coração pertença a ti. Quero que estabeleças morada aqui e que te sintas inteiramente à vontade. Tudo que tenho te pertence. Deixa-me mostrar-te todas as coisas e apresentar-te as diversas partes da casa para que tu te sintas mais confortável e tenhamos maior comunhão juntos." Ele ficou muito contente, ë claro, e mais feliz ainda por receber um lugar no meu coração.

A BIBLIOTECA

A primeira sala foi a sala de estudos - a biblioteca. Vamos chamá-la o escritório da mente. Na minha casa esta sala da mente é um cômodo muito pequeno com paredes bem espessas. Mas é uma sala importante. Num sentido é a sala de controle de toda a casa. Ele entrou ali comigo e olhou ao redor dos livros na estante, as revistas sobre a mesa, aos quadros na parede. A medida que fui seguindo o seu olhar fiquei inquieto. Por estranho que pareça, eu não havia me sentido mal quanto a isso anteriormente, mas agora que ele estava lá olhando para aquelas coisas fiquei embaraçado. Os seus olhos eram puros demais para contemplar alguns dos livros que ali estavam. Havia muito lixo e literatura na mesa que um cristão nunca deveria ler, e quanto aos quadros na parede - as imaginações e pensamentos da minha mente - eram vergonhosos.

Virei para ele e disse: "Mestre, sei que esta sala precisa de uma mudança radical. Tu me ajudarás a fazer dela o que deveria ser -- e trazer todo pensamento cativo a ti?"

"Com certeza", ele disse. "Com alegria o ajudarei. Este é um dos motivos que estou aqui. Primeiro, pegue todas as coisas que você está lendo, e vendo que não são edificantes, puras, boas e verdadeiras, jogue-as fora' Agora coloque nas estantes vazias os livros da Bíblia. Encha a biblioteca com as Escrituras e medite nelas dia e noite.

Quanto aos quadros na parede, você terá dificuldade em controlar essas imagens, mas eis aqui uma ajuda." Deu-me então um quadro de tamanho real dele mesmo: "Pendure isto", ele disse, "no centro da parede da sua mente." Fiz assim e descobri através dos anos que quando meus pensamentos estão centrados no próprio Cristo, sua pureza e poder afugentam as imaginações impuras. Assim ele tem me ajudado a levar cativos os meus pensamentos.

Se você tem dificuldade com esta pequenina sala da mente, eu gostaria de sugerir que você introduza Cristo ali. Sature-a com a Palavra de Deus e mantenha diante dela em todo tempo a presença imediata do Senhor Jesus.

A SALA DE JANTAR
Do escritório fomos para a sala de jantar, a sala dos apetites e desejos. Esta era uma sala muito grande. Eu passava muito tempo na sala de jantar e despendia muito esforço satisfazendo minhas necessidades.

Falei com ele: "Esta é uma sala muito espaçosa e tenho bastante certeza que o Senhor vai gostar do que servimos aqui."

Ele sentou-se à mesa comigo e perguntou: "Que cardápio temos para o jantar hoje?"

"Bem", eu disse, "meus pratos prediletos: ossos velhos, alfarrobas, repolho azedo, cebolas, e alho, vindos diretamente do Egito." Eu gostava justamente destas coisas - uma alimentação mundana. Suponho que não havia nada radicalmente errado com nenhum desses itens em si, mas não era o alimento que deveria satisfazer a vida de um verdadeiro cristão. Quando a comida foi posta diante dele, ele nada comentou sobre ela. Porém, observei que nada comia, e perguntei-lhe, um tanto incomodado: "Salvador, não te agradas do alimento que foi posto diante de ti? Qual o problema?"

Respondeu-me: "Tenho uma comida para comer que você não conhece. A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou." Olhou novamente para mim e disse: "Se você quiser uma comida que realmente o satisfaça, busque a vontade do Pai, não os seus próprios prazeres, não seus próprios desejos, não a sua própria satisfação. Procure agradar-me, e esta comida o satisfará." E ali em volta da mesa, ele me fez experimentar o gosto de fazer a vontade de Deus. Que sabor: Não há comida semelhante no mundo inteiro: Somente ela satisfaz. Tudo mais no fim nos deixa insatisfeitos.

Agora se Cristo está no seu coração, e creio que de fato está, que tipo de comida você lhe oferece e que tipo de comida você mesmo usa? Você está vivendo para a cobiça da carne e para a soberba da vida - egoisticamente? Ou você está escolhendo a vontade de Deus para ser sua comida e bebida?

A SALA DE VISITAS

Entramos em seguida na sala de visitas. Esta sala era bastante intima e aconchegante. Eu gostava dela. Tinha uma boa lareira, poltronas confortáveis, uma estante de livros, um agradável sofá, tudo num ambiente tranqüilo.

Ele também parecia se agradar do ambiente. Disse-me: "Esta é, de fato, uma sala aprazível. Venhamos para cá freqüentemente. É um lugar retirado e quieto onde podemos ter comunhão juntos."

Ora, naturalmente, como cristão novo, eu vibrei com isto. Eu não podia imaginar outra coisa melhor a fazer do que ter alguns momentos á parte com Cristo em companheirismo intimo com ele.

Ele prometeu: "Estarei aqui todo dia de manhã bem cedinho. Encontre-se comigo aqui e começaremos o dia juntos." Assim, manhã após manhã, eu descia para a sala de visitas e ele tirava da estante um livro da Bíblia. Ele o abria e liamos juntos. Ele falava-me das suas riquezas e desvendava-me suas verdades. Aquecia-me o coração ao revelar o seu amor e a sua graça para comigo. Eram horas maravilhosas que passávamos juntos. Na verdade, chamávamos a sala de visitas de "sala de retiro". Era um período quando podíamos juntos ter um tempo tranqüilo separados de tudo mais.

Mas pouco a pouco, pela pressão de muitas responsabilidades, este tempo começou a encurtar. Não sei por que, mas eu pensava que estava atarefado demais para passar um tempo a sós com Cristo. Veja bem, não era proposital; simplesmente aconteceu assim. Por fim, não era apenas o tempo que encurtava, mas comecei até a falhar um dia de vez em quando. Às vezes era época de exames na universidade. Outras vezes era uma outra emergência urgente. Eu falhava dois dias em seguido e muitas vezes mais do que isto.

Lembro-me de uma manhã quando estava com pressa, correndo escada abaixo, ansioso para tomar o meu rumo daquele dia.

Ao passar pela sala de visitas, a porta estava entreaberta. Olhando para dentro, vi um fogo aceso na lareira e o Senhor sentado junto a ela. De repente, consternado, pensei comigo mesmo: "Ele era o meu hóspede. Convidei-o a entrar no meu coração. Ele veio como Senhor do meu lar, e aqui estou eu negligenciando-o." Virei-me e entrei na sala. Com os olhos inclinados eu lhe disse: "Mestre bendito, perdoa-me. Tu tens estado aqui todas essas manhãs?"

"Sim", respondeu. "Eu disse que estaria aqui toda manhã para encontrar com você." Então fiquei mais envergonhado ainda. Ele havia sido fiel apesar da minha infidelidade. Pedi-lhe perdão e ele prontamente perdoou-me, como sempre faz quando estamos verdadeiramente arrependidos.

Ele disse: "0 problema com você é o seguinte: Você tem pensado da hora devocional, do estudo da Bíblia e da oração, como um fator no seu próprio progresso espiritual, mas esqueceu-se que este tempo significa algo para mim também. Lembre-se, eu o amo. Eu o tenho redimido com grande preço. Desejo a sua comunhão. Agora," ele disse, "não negligencie esta hora, nem que seja só por minha causa. Seja qual for o seu desejo, lembre que eu quero a sua comunhão."

Sabe, o fato de que Cristo quer a minha comunhão, que ele me ama, que quer que eu esteja com ele, e ele comigo, e está sempre esperando por mim, tem feito mais para transformar minha hora devocional com Deus do que qualquer outro fato individual. Não deixe Cristo esperar sozinho na sala de visitas do seu coração, mas cada dia ache uma hora para ter comunhão com ele na Palavra de Deus e na oração.

A OFICINA

Sem muita demora ele perguntou: "Você tem uma oficina em sua casa?" Lá no porão da casa do meu coração eu tinha uma mesa de trabalho e algumas ferramentas, mas eu não fazia muita coisa naquele lugar. Vez por outra eu descia até lá e mexia com algumas coisas, mas não estava produzindo nada substancial ou valioso.

Levei-o lá embaixo. Ele deu uma olhada na mesa de trabalho e viu os poucos talentos e habilidades que eu possuía. Disse-me: "A oficina está bem equipada. 0 que você está produzindo com a sua vida para o reino de Deus?" Olhou para uns brinquedos que eu havia montado, ergueu um deles para mim e disse: "Estes brinquedinhos são tudo o que você produz na sua vida cristã?" "Bem", respondi, "é o melhor que posso fazer, Senhor. Sei que não é muito, e na verdade quero fazer mais, mas afinal não tenho habilidade nem forças." "Você gostaria de fazer melhor?" ele perguntou. "É claro", respondi.

"Está bem. Dê-me suas mãos. Agora descanse em mim e deixe o meu Espirito operar através de você. Sei que você é inábil, desajeitado e atrapalhado, mas o Espirito é o artífice chefe e se ele controlar suas mãos e seu coração, irá trabalhar através de você." E então dando um passo para trás de mim e colocando suas mãos grandes e fortes sobre as minhas, guiando as ferramentas com seus dedos hábeis, ele começou a trabalhar através de mim.

Ainda há muito mais para eu aprender e estou longe de ficar satisfeito com o produto que está saindo, mas tenho certeza que qualquer coisa que já foi produzida para Deus é o resultado da sua mão forte e do poder do seu Espirito em mim.

Não fique desanimado porque não é capaz de fazer muita coisa para Deus. Sua capacidade não é a condição fundamental. Ele é quem guia seus dedos, e é dele que você depende. Dê seus talentos e dons a Deus e ele os usará para realizar coisas que ainda o deixarão surpreso.

SALA DE DIVERSÕES

Lembro-me do dia que ele me perguntou sobre a sala de diversões. Eu estava esperando que não me perguntas-se sobre isso. Havia certas ligações e amizades, atividades e diversões que eu queria guardar para mim mesmo. Eu não achava que Cristo teria prazer nelas e nem as aprovaria, e por isto fugia da questão.

Mas chegou uma noite quando eu estava saindo para passear com alguns colegas - eu estava na faculdade aquela época - e ao me aproximar do limiar da porta, ele me deteve com um golpe de vista. 

"Você está saindo?"

"Sim", eu respondi.

"Bom", ele replicou. "Eu gostaria de sair com você."

"Ah", eu falei meio desajeitadamente, "não acho, Senhor, que tu realmente gostarias de me acompanhar. Podemos sair amanhã á noite. Amanhã à noite iremos para uma reunião de oração, mas hoje tenho um outro compromisso. "

Ele disse: "Está tudo bem. Só pensei que quando entrei na sua casa iríamos fazer tudo juntos. Seriamos companheiros. Quero que você saiba que estou disposto a ir com você."

"Bem", eu falei, "iremos para algum lugar juntos manhã à noite."

Mas naquela noite passei por momentos horríveis. sentia-me um miserável. Que tipo de amigo era eu para Cristo, quando espontaneamente o deixava fora dos meus relacionamentos, fazendo coisas e indo a lugares que eu sabia muito bem que não lhe agradariam? Quando retornei à casa aquela noite, a luz estava acesa no seu quarto e eu subi até lá para conversar com ele. Eu lhe disse: 'Senhor, aprendi a lição. Não posso divertir-me sem ti, de agora em diante faremos tudo juntos."

Então descemos para a sala de diversões da minha casa e ele a transformou. Introduziu na minha vida o verdadeiro gozo, a verdadeira felicidade, a verdadeira satisfação, a verdadeira amizade. Risos e músicas tem ressoado pela casa desde então.

AQUELE CUBICULO DO CORREDOR

Há ainda mais um assunto que eu gostaria de compartilhar. Um dia encontrei o Senhor esperando na porta por mim. Havia um olhar impressivo nos seus olhos. Quando entrei ele me disse: "Há um odor peculiar nesta casa. Há algo morto por aqui. Está no andar de cima. Acho que esta no cubículo do corredor."

Assim que ele acabou de falar, eu sabia a que se referia. Sim, havia um pequeno cubículo lá em cima no corredor, de pouco mais de um metro quadrado. Naquele quartinho, fechado com tranca e chave, eu guardava uma ou duas coisas pessoais que eu não queria que ninguém descobrisse, e certamente não queria que Cristo visse. Eu sabia que eram coisas mortas e podres. No entanto, eu as amava e as queria tanto para mim que eu tinha medo de admitir que estavam lá. Subi a escada com ele, e enquanto subíamos, o odor tornava-se cada vez mais forte. Ele apontou para a porta e disse: "Está ai dentro: Uma coisa morta"

Fiquei com raiva. É a única maneira que eu posso descrever. Eu lhe havia dado acesso à biblioteca, a sala de jantar, a sala de visitas, a oficina, a sala de diversões, e agora ele estava me questionando sobre um pequeno cubículo de um metro quadrado. Falei comigo mesmo, interiormente: "Isso é demais. Não vou dar-lhe a chave."

"Bem", ele disse, lendo os meus pensamentos, "se você pensa que vou continuar aqui neste andar de cima convivendo com este mau cheiro, está enganado. Vou levar minha cama lá fora para a área. Não posso suportar tal coisa." E eu o vi descendo as escadas.

Depois que você conhece e ama a Cristo, a pior coisa que pode acontecer é sentir a sua comunhão se afastando de você. Tive que me render. "Vou dar-te a chave", eu disse com tristeza, "mas terás de abrir a porta sozinho. Terás de limpar o cubículo. Não tenho força para faze-lo".

"Eu sei", ele respondeu. "Eu sei que você não tem. É só dar-me a chave. Só autorize-me a tomar conta do cubículo e eu o farei".

Então com os dedos tremendo passei-lhe a chave. Ele a tomou da minha mão, andou para a porta, abriu-a, entrou e tirou toda a podridão que estava se decompondo lá dentro e jogou tudo para fora. Depois ele limpou o cubículo, pintou-o, e arrumou-o, fazendo tudo num só momento. Oh, que vitória e liberação ter aquela coisa morta fora da minha vida.

TRANSFERINDO O TÍTULO

Depois ocorreu-me um pensamento. Disse comigo mesmo: "Tenho tentado manter este meu coração livre para Cristo. Começo numa sala mas logo que termino de limpá-la, uma outra já está suja. Começo na segunda e depois a primeira se empoeira novamente. Estou tão cansado e exausto, tentando manter um coração limpo e uma vida obediente. Simplesmente não estou conseguindo". Depois. arrisquei uma pergunta: "Senhor, há alguma possibilidade de aceitares a responsabilidade da casa inteira, para administrá-la por mim e comigo assim como fizeste com aquele cubículo? Aceitarias a responsabilidade de manter o meu coração como deve ser e a minha vida no lugar onde deve estar?"

Vi que o seu rosto se iluminou quando respondeu: "Com toda certeza, pois é isso que eu vim fazer. Você não pode ser um cristão vitorioso na sua própria força. Isso é impossível. Deixe-me agir através de você e por você. Este é o caminho. Mas," ele acrescentou com vagas, "eu não sou proprietário da casa. Sou apenas um hóspede. Não tenho autoridade para prosseguir pois a propriedade não é minha."

Num momento enxerguei a verdade, e caindo de joelhos, eu disse: "Senhor, tu tens sido um hóspede e eu tenho sido o anfitrião. De agora em diante eu vou ser o servo. Tu serás o Senhor." Correndo com a maior velocidade possível, fui à caixa-forte e tirei o titulo ,da casa, que descrevia o ativo e o passivo dela, sua situação e condição. Depois voltando para ele com entusiasmo subscrevi o titulo da casa para ele, para pertencer a ele somente durante todo o tempo e pela eternidade.

"Aqui", eu disse, "está aqui, tudo que sou e que tenho para sempre. Agora dirige esta casa. Vou permanecer aqui apenas como servo e amigo."

Ele tomou a minha vida naquele dia e posso assegurar-lhe que não há outra maneira melhor de se viver a vida cristã. Ele sabe como mantê-la em forma e isso permite que uma paz profunda repouse sobre a alma. Que Cristo venha estabelecer-se no seu coração e que sinta-se à vontade como Senhor absoluto da sua vida.
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HOMOSSEXUALISMO


 - A mais longa lista de pecados da Bíblia está relacionada a esse assunto



Quando o homem desprezou o conhecimento de Deus e perverteu o culto divino, perdeu a sua identidade. O homossexualismo é uma negação total do mundo real. Refuta qualquer possibilidade de continuidade e ameaça a identidade da pessoa como fruto do relacionamento de um pai e uma mãe. Não podemos concordar com a bandeira levantada pela homofobia, quando os ativistas desse movimento afirmam que o homossexualismo é uma opção normal e que o casamento de pessoas do mesmo sexo é uma união de amor que deve ser chancelada pela lei de Deus e dos homens. Ao descrever o homossexualismo, Paulo aponta sete características desse pecado abominável: 1) imundícia (Rm 1.24); 2) desonra para o corpo (1.24); 3) paixão infame (1.26); 4) antinaturalidade (1.26); 5) contrariedade à natureza (1.26); 6) torpeza (1.28); 7) erro (1.28).
O apóstolo Paulo amplia a questão quando faz um diagnóstico sombrio da realidade que nos cerca. A decadência moral atinge todos os relacionamentos: com Deus, consigo próprio, com o próximo e com a família. Esta é a mais longa lista de pecados encontrada nas epístolas paulinas. Paulo faz uma lista de 21 pecados, que mostraremos agora:
  1. Cheios de injustiça – A palavra grega adikia significa roubar tanto aos homens como a Deus de seus direitos.
  2. Cheios de malícia – A palavra grega poneria se refere a uma maldade sedutora, maligna. Trata da pessoa que não apenas é má, mas procura arrastar os outros para sua maldade.
  3. Cheios de avareza – A palavra grega pleonexia é o desejo desenfreado que não conhece limites nem leis, o desejo insaciável de ter o que não lhe pertence por direito. É amor insaciável às possessões e aos prazeres ilícitos.
  4. Cheios de maldade – A palavra grega kakia descreve o homem desprovido de todo o bem. Trata-se da pessoa que tem inclinação para o pior. É o vício essencial que inclui todos os outros e do qual todos os outros procedem.
  5. Possuídos de inveja – A palavra grega fthonos descreve o terrível sentimento de sentir-se desconfortável com o sucesso dos outros, não só desejando o que lhe pertence, mas também alegrando-se com suas tragédias.
  6. Possuídos de homicídio – A palavra grega fonos se refere a desejo, intenção ou atitude de ferir o outro para tirar-lhe a vida. O assassino é também aquele que odeia a seu irmão (1Jo 3.15). O homem pode ver a ação, mas Deus conhece a intenção.
  7. Possuídos de contenda – A palavra grega eris diz respeito ao sentimento e à atitude daquele pessoa que é dominada pela inveja e por isso se torna facciosa e briguenta.
  8. Possuídos de dolo – A palavra grega dolos retrata a pessoa que não age da maneira reta, usando sempre métodos tortuosos e clandestinos para alguma vantagem. A palavra vem do verbo doloun usado para referir-se à falsificação de metais preciosos e a adulteração de vinhos.
  9. Possuídos de malignidade – A palavra grega kakoetheia descreve a pessoa que sempre supõe o pior acerca dos outros. É a pessoa que sempre vê as coisas pelo lado mais sombrio.
  10. Difamadores – A palavra grega psithyristes representa a pessoa que murmura suas histórias maliciosas de ouvido a ouvido.
  11. Caluniadores – A palavra grega katalalos refere-se a pessoa que proclama publicamente suas infâmias.
  12. Aborrecidos de Deus – A palavra grega theostygeis retrata o homem que odeia a Deus, porque sabe que Deus é estorvo em seu caminho de licenciosidade. De bom grado eliminaria Deus se pudesse, pois para ele o mundo sem Deus lhe abriria o caminho para o pecado.
  13. Insolentes – A palavra grega hybristes retrata a pessoa altiva, soberba, sadicamente cruel, que encontra prazer em prejudicar o próximo.
  14. Soberbos – A palavra grega hyperefanos descreve a pessoa que está cheia de si mesma como um balão cheio de vento. Este é o ponto culminante de todos os pecados. Trata-se de quem despreza todos, exceto a si mesmo, e tem prazer em rebaixar e humilhar os outros.
  15. Presunçosos – A palavra grega alazon descreve a pessoa que pensa de si mesma além do que convém e exalta a si mesma acima da medida. Diz respeito a quem pretende ter o que não tem, saber o que não sabe e jacta-se de grandes negócios que só existem em sua imaginação.
  16. Inventores de males – As palavras gregas efeuretes kakon retratam aquelas pessoas que buscam novas formas de pecar, novos recônditos nos vícios, porque estão enfastiadas e sempre à procura de novas emoções em alguma fora diferente de transgressão.
  17. Desobedientes aos pais – As palavras gregas goneusin apeitheis se referem àquela atitude dos filhos de sacudir o jugo da obediência aos pais. Trata-se de filhos rebeldes e irreverentes.
  18. Insensatos – A palavra grega asynetos descreve o homem que é incapaz de aprender as lições da experiência. Trata-se da pessoa culpada de grande sandice, que se recusa a usar a mente e o cérebro que Deus lhe deu.
  19. Pérfidos – A palavra grega asynthetos descreve a pessoa que não é confiável. É aquele desonesto em quem não se pode confiar.
  20. Sem afeição natural – A palavra grega astorgos significa sem amor à família. Trata do desamor dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. É a falta de afeto entre os irmãos de sangue. A prática abusiva de abortos e os crimes familiares apontam para a gravidade desse pecado em nossos dias.
  21. Sem misericórdia – A palavra grega aneleemon retrata a pessoa implacável, sem piedade, que fere e mata o outro sem compaixão.
Conclusão
Depois de descrever com cores fortes e vividas o estado de decadência da sociedade, Paulo faz duas afirmações ainda mais chocantes:
1)     Os homens pecam conscientemente. “Ora conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam não somente as fazer…” (Rm 1.32ª).  As pessoas agem sabendo que estão agindo errado. Elas sufocam a verdade, abafam a voz da consciência, mas no íntimo sabem que aquilo que praticam é um ato de rebeldia contra Deus e passível de punição.
2)     Os homens aplaudem os que praticam as mesmas coisas. “…mas também aprovam os que assim procedem” (Rm 1.32b). Amados vejam a atualidade das Escrituras. Não foi exatamente isto que o STF fez esta semana? A sociedade se mostra orgulhosa e até entusiasmada pelo pecado. O nível mais baixo da degradação moral de uma sociedade é quando ela não apenas pratica o mal, mas também o incentiva e aplaude. Esse é o clímax da perversidade. É isso que vemos todos os dias na televisão, nos outros meios de comunicação e o pior de tudo, no “guardião” da Constituição Federal – o STF.
O Eterno tenha misericórdia de nós,
Fonte: Davar Elohim - Pr Marcelo Oliveira
Bibliografia:  Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora
Rienecker, Fritz; Rogers, Cleon. Chave lingüística do NT
Lopes, Hernandes Dias. Romanos. Ed. Hagnos
Barclay, William. Romanos, p. 45-51
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06/05/2011

A Santidade de Deus





"Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória" (Isaías 6:3). Com estas palavras, os serafins louvaram a Deus por sua perfeita santidade. 800 anos depois, João viu, numa visão semelhante, os quatro seres viventes proclamando:"Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso" (Apocalipse 4:8). Talvez a única outra característica de Deus que tem a mesma importância de sua santidade seja seu amor (1 João 4:8). De Gênesis ao Apocalipse, as Escrituras enfatizam a santidade de Deus. É um aspecto de sua natureza que nós devemos estudar muito e freqüentemente.
O significado da palavra "santo"
Santo quer dizer "separado". Deus é separado de nós em dois sentidos. Primeiro, ele é o Criador e nós somos suas criaturas. Ana louvou o Deus único, porque "É o que tira a vida e a dá" (1 Samuel 2:2,6). Esta diferença excede nossa imaginação. Como Criador, ele está acima de todos os povos (Salmo 99:1-3). Isaías fala da grandeza de Deus em relação à criação. Ele é "o eterno Deus, o SENHOR, o Criador..."(Isaías 40:28). No mesmo capítulo, Deus desafia suas criaturas com estas palavras: "A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? -- diz o Santo" (Isaías 40:25). A conclusão importante de Isaías é que as criaturas não são nada em comparação com o Criador: "Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta. Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto. Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo. Com que comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?" (Isaías 40:15-18). Deus é separado de nós porque ele nos criou do nada.

O segundo sentido em que Deus é santo trata de sua relação com o pecado. Ele é puro e certo, acima de todo pecado e toda maldade. Por esse motivo, ele é separado dos homens pecadores. "Então, Josué disse ao povo: Não podereis servir ao S
ENHOR, porquanto é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão nem os vossos pecados. Se deixardes o SENHOR e servirdes a deuses estranhos, então, se voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem" (Josué 24:19-20). Deus é separado de nós porque ele nos criou com livre arbítrio, e nós decidimos pecar. Deus nos convida a ser santos, livres do pecado, pela graça e pelo amor dele (1 Pedro 1:15-16).
Deus é Santo
Asantidade é uma qualidade central de Deus. Ele não apenas decide o que é  certo; ele mesmo é certo! Por exemplo, é impossível que Deus minta   (Hebreus 6:18). Eliú entendeu esse fato quando disse: "...longe de Deus o praticar ele a perversidade, e do Todo-Poderoso o cometer injustiça" (Jó 34:10).

Deus ama a justiça. Salmo 24 mostra que Deus aceita os puros e justos. Pela santa natureza dele, não há outra possibilidade. "Porque a palavra do S
ENHOR é reta, e todo o seu proceder é fiel. Ele ama a justiça e o direito; a terra está cheia da bondade do SENHOR"(Salmo 33:4-5). Da mesma forma que ele ama os justos, ele rejeita a iniqüidade e os malfeitores. As palavras de Salmo 5:4-5 são claras e até duras: "Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal. Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniqüidade." Quando Habacuque procurou entender os atos de Deus, ele baseou sua pergunta na justiça de Deus: "Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar..." (Habacuque 1:13).

Porque Deus é santo, ele usa linguagem revoltante para descrever o pecado. Ele diz que idolatria é "coisa abominável que aborreço"(Jeremias 44:4). Ele compara o pecado ao lamaçal no qual a porca se revolve e ao vômito que o cachorro lambe (2 Pedro 2:22). Nas Escrituras, não se pode separar o pecado da morte e da corrupção de decomposição que associamos com a morte. Se tais imagens nos enjoam, é porque o pecado é nojento para Deus.
A santidade de Deus é revelada na palavra dele
O homem aprende discernir entre o bem e o mal através da revelação de Deus (Isaías 1:16-17; 2:3). Nas Escrituras, o Espírito Santo tem revelado para nós as coisas de Deus para que possamos desenvolver a mente de Cristo (1 Coríntios 2:10-16). É importantíssimo entender que a desobediência a qualquer mandamento que Deus tem nos dado é ofensa contra a própria pessoa dele. Pense nesse fato na próxima ocasião que você enfrenta a tentação de deixar de lado algum mandamento do Senhor, dizendo que "Deus não se importa com isso". Ele se importou em falar. Ele se importou em mandar seu Filho para ensinar e para morrer. Ele se importou em enviar os apóstolos ao mundo.

O pecado é desobediência da vontade de Deus (Salmo 51:4; 1 João 3:4). Qualquer pecado, o menor que seja nas opiniões dos homens, é traição e ingratidão em relação ao nosso Criador. Jesus disse que o amor a ele exige obediência aos seus mandamentos (João 14:15). O Pai havia falado a mesma coisa quase 1500 anos antes (Êxodo 20:6).
A santidade de Deus é revelada na ira dele
Encontramos nas Escrituras diversas ocasiões em que Deus mostrou sua ira contra pecadores. Considere alguns exemplos. "Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do S
ENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo, povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão."(Isaías 5:24-25). Na mesma época, Deus explicou o castigo do povo desobediente: "O SENHOR advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai_vos dos vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, segundo toda a Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos meus servos, os profetas.... e venderam_se para fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocarem à ira. Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e o afastou da sua presença; e nada mais ficou, senão a tribo de Judá" (2 Reis 17:13,17-18). Estas conseqüências do pecado foram previstas por Samuel no início do reino de Israel, 300 anos antes de Isaías. Samuel disse: "Se, porém, não derdes ouvidos à voz do SENHOR, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do SENHOR será contra vós outros, como o foi contra vossos pais" (1 Samuel 12:15).

Às vezes, pessoas descartam tais exemplos da ira de Deus, sugerindo que o Deus do Velho Testamento é diferente do que o do Novo Testamento. Enquanto a aliança realmente mudou, o Deus que nos governa é o mesmo. A santidade dele não diminuiu, e ele continua rejeitando pecado e pecadores. O Novo Testamento nos assegura que Deus ainda responde ao pecado com ira. Romanos 11:22 diz:"Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado." O livro de Hebreus diz que Deus é até mais severo hoje do que na época da antiga aliança (Hebreus 2:2-3). Depois, ele reafirma este fato: "Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés.  De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo" (Hebreus 10:28-31). A ira de Deus é inseparável de sua santidade. Se Deus aceitasse o pecado, ele não seria santo.
Lições e aplicações práticas
Quando meditamos sobre a santidade de Deus, ficamos mais fortes e mais determinados a viver livres do pecado. Considere três aplicações que devemos fazer no nosso dia-a-dia.
Œ Precisamos entender melhor a gravidade do pecado. Não é brincadeira. Não é pequena coisa. Não existe "pecadinho". Nós precisamos aprender como detestar o pecado com o mesmo zelo que Deus demonstra (veja Números 25:6-8,11; Jeremias 48:10).
 Devemos valorizar mais o amor profundo de Deus em nos salvar do pecado, e viver como povo grato (Tito 2:11-14; 3:4-7).
Ž As pessoas já salvas naturalmente sentirão o desejo de compartilhar as boas novas com outras pessoas (Romanos 9:1-3; 10:1). Este importante trabalho não será feito por grandes projetos humanos nem à base de obrigação. A pessoa que medita todos os dias na santidade de Deus, que agradece pela graça de Deus na sua própria vida, que aprende odiar o pecado como o Santo Deus o odeia, vai evangelizar sem ninguém pedir. Se você não sente a vontade de ensinar outros, é porque você não valoriza a santidade de Deus, e não acredita na profundidade do pecado do homem.
Nosso desafio
Nós fomos criados à imagem do Santo Deus, e desafiados a imitar o caráter dele. Tanto no Velho Testamento (veja Levítico 11:45) como nos dias de hoje, a santidade é o alvo de todos os servos de Deus. Paulo nos encoraja: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo_nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1).
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